Incontinência Urinária
A incontinência urinária (IU) ou vazamento involuntário de urina é algo comum (ainda) mas não é considerado normal e pode modificar o estilo de vida da mulher.
É verdade que com a idade, mais de 50% das mulheres podem experimentar essa situação, porém a IU pode ocorrer em qualquer etapa de vida, por diversos motivos (multifatorial).
Apesar disso, a incontinência urinária é ainda pouco diagnosticada e/ou subtratada. Estima-se que cerca de 25-37% das mulheres recebam pelo menos metade do tratamento adequado.
Apesar de parecer corriqueira, a Incontinência Urinária tem sido associada à aumentos de disfunção sexual feminina: diminuição do desejo, lubrificação, satisfação, medo da perda urinária no ato sexual, além de aumento de dor.
Outras relações como distúrbios do sono, infecções de trato urinário e depressão também associadas a perda involuntária de urina, de qualquer quantidade. Estudam demonstram o impacto negativo nas atividades de vida diária na mulher, nos seus relacionamentos sociais e nas suas necessidades emocionais.
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É preciso retirar os mitos ou crenças de que a perda involuntária de urina é inevitável.
Outro estudo percebeu que todas as suas participantes reconheceram que as experiências negativas derivadas da perda de urina, forçaram a procurar ajuda profissional. Antes de procurar ajuda, as participantes descreveram sentir-se obrigadas a modificar seus hábitos e rotinas, e como isso afetou negativamente sua vida diária, por exemplo, influenciando a maneira como se vestiam ou sua vida social a fim de evitar os chamados “acidentes”.
Esse mesmo estudo mostrou que depois que as mulheres procuraram uma ajuda profissional, elas experimentaram uma mudança na forma como percebiam essa região. Algumas mulheres sentiram que haviam redescoberto suas partes íntimas do corpo através dos exercícios e técnicas que eles aprenderam.
O que se pode perceber é que A FALTA DE INFORMAÇÕES sobre IU e disfunções do assoalho pélvico levou a muitos mitos e conceitos errôneos que reforçaram o status de normalidade quando se fala em perda de urina.
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Espalhe: perder urina não é normal!
Se você ainda não tem esses sintomas: PREVINA-SE!
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Referência: Aoki Y, Brown HW, Brubaker L, Cornu JN, Daly JO, Cartwright R. Urinary incontinence in women [published correction appears in Nat Rev Dis Primers. 2017 Nov 16;3:17097]. Nat Rev Dis Primers. 2017;3:17042. Published 2017 Jul 6. doi:10.1038/nrdp.2017.42